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segunda-feira, 22 de março de 2010

As meninas



(P/ Isabella (in memoriam) e Ana Carolina Oliveira)

Menina que nasce,
Doutra menina.
Menina que vive
Numa menina.

Menina que é flor,
Doutra flor.
Menina que é amor
Noutro amor.

Menina que sonha,
Noutra menina.
Menina risonha
Doutra menina.

Crime cortar uma flor,
Doutra flor,
Que exalou perfume por um lustro.
Apenas por um lustro!

Crime permitir que o ódio supere o amor
O verdadeiro sentido ágape do amor
Deus cuide duma e doutra flor
Nós outros reflitamos na dor.


Juscelino V. Mendes

Imagem: The Tempest (painting by Giorgione) - Britannica Online Encyclopedia site: http://www.britannica.com/EBchecked/topic/5867/The Tempest#tab=active~checked%2Citems~checked title=The%20Tempest%20--%20Britannica%20Online%20Encyclopedia - 
Hoje começa o grande julgamento dos denunciados criminosos de Isabella, que se estenderá por alguns dias. As provas serão científicas, porque ninguem, a não ser aqueles que cometeram bárbaro crime, sabe quem matou aquela linda criança. Deus sabe e há de agir, não pelas falas soberbas de persuasão da acusação e da defesa, mas pela firmeza do "sim" dos sete jurados, ao cabo de todo o teatro que se arma nessas ocasiões, dentro e fora do tribunal.

4 comentários:

Jairo Cerqueira disse...

Reflexão feita, mestre. A vida e suas leis causais.
"Quem foi que retirou o seu sopro"?
Questionamento de um índio ao deparar-se com o corpo dum amigo crivado de flechas.

IVANCEZAR disse...

Dá gosto ler algo tão profundo, delicado - poético - quando se vê no mundo exterior tanta porcaria ululante ... É lástima que toda a gama dos algozes da inocência feminina ,provavelmente , não teria QI suficiente para entender a beleza desse seu post. Um abraço !

Caipirinha da Silva disse...

lindo!

Juscelino Mendes disse...

Obrigado por suas mensagens, meus caros! Felizmente o grande Jurí respondeu ao anseio de Justiça de todos, não obstante não consigamos jamais reparar o malfeito, tendo de volta aquela menina inocente, que teve a infelicidade de estar longe de sua mãe naquela hora triste.

Grande abraço!