segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mulato



Mulato feito

a jato


que não gostou


do fato.



Que fato?


que se amou


mais o jato


que o f-ato!...




Juscelino V. Mendes



“A ação é centralizada no vendedor que expõe a ‘mercadoria’ aos seus clientes. Senhoras com ares arrogantes, munidas de sombrinhas, cutucam os quadris das negras, enquanto as mãos intrusas do comprador apalpam o corpo seminu da escrava sob o possível pretexto de verificar a ‘qualidade do produto’. (...). A cena recupera melancólica particularidade do sistema escravocrata no Brasil.”  In O OLHAR EUROPEU – O Negro na Iconografia Brasileira do Século XIX – Boris KOSSOY e Maria Luiza Tucci CARNEIRO, p. 57. São Paulo: Edusp, 1994.

Escrevi este poemeto num suspiro só, após ler o interessante livro supra mencionado. E também por saber de algumas notícias fragmentadas da infância.

Nascer sem ser querido ou querida, é das coisas mais tristes que alguém pode enfrentar, especialmente no início da vida. É ser marcado com tinta difícil de ser apagada.

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