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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Não escrevo poemas de amor


Não escrevo poemas de amor.
Nem sei se o amor se torna em poesia.
À sua maneira disforme e revelia
Assiste a ardente fenomenologia.

O mundo em sua crueza revela-se na dor.
Sutilmente domina e canta a sua melodia.
Sem máscara, não sorri para a alegria.
Será esta a diferença entre o amor e a filosofia?

É-me tão difícil compor o que é o amor!
Como descrever o sorriso de Ana Laura?
A doçura que o olhar de Daniel instaura?
Ou a alegria contagiante de Sophia Elena. Aura?

Não sei se compus um soneto de amor shakespeariano.
Talvez uma sintética e filosófica alegoria de fim de ano.






Juscelino V. Mendes 

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