quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Meus sonhos


Salgueiros já espalham a paina
Sem que tu no entanto retornes.
Rouxinóis emudecem,
flores enlanguescem.
Meus sonhos em vão se perdem
Na festiva cidade de inúmeros prazeres!


Peônias contemplo sob a chuva serena.


Juscelino V. Mendes

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fincar no amor


(Dante para Beatriz)


Bato à porta fechada
de teu coração,
sem que o invada,
apenas o acaricie e o afague,
e não é só desejo do afeto,
que está além do poder de controle.
Mais que o eufemístico gostar
é fincar no amor maduro quase inverno,
nascido em tua primavera de flor cintilante,
guardada em muro semiaberto a exalar o aroma
que o atravessa e me entontece.


Variante e síntese da poesia de Dante, in A Divina Comédia.




Juscelino V. Mendes







domingo, 14 de dezembro de 2014

Vésper

Tarde de domingo
vésper cravada a frio
lado direito da lua
arte crescente em pleno céu
e dezembro passado a limpo
meu balão
fulgurante
arde enquanto espero.



Juscelino V. Mendes

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Leveza

Na leveza de um balé,
entregues ao compasso,
sincronia,
sorrisos de mel,
sentidos aguçados,
cheiro,
gosto,

éramos um...



Juscelino V. Mendes

Dalí de Espanha


As iluminações
Dalí de Espanha
Iluminaram os quadros



Juscelino V. Mendes



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O mensaleiro-mor

Laços de morte


Os jornais dão conta que o mensaleiro-mor, cujo nome evito pronunciar, por me causar asco, passará para o regime semi-aberto. Deveriam abrir de uma vez os portões da cadeia e acabar com essa farsa. Eu digo sempre aos meus alunos de Direito, que a denominada Justiça no Brasil foi feita para os pobres. E se negros, ainda mais. Quem produz as leis é exatamente quem detém o poder, a verdadeira "Elite". A prisão dos mensaleiros foi apenas um fazer de conta. Fazer de conta este, que os trará para o ápice do heroísmo dos malfeitores. Estamos cercados no Brasil por gente da pior espécie no mundo: na política, na justiça e nas ruas a nos assaltar com todas as formas de violência. E ainda pagamos por tudo isto, que vem embrulhado num pacote com laços de morte.



Juscelino V. Mendes