terça-feira, 26 de abril de 2016

Candidato a ídolo


O Brasil é pobre demais na busca de ídolos. Primeiro foi o maquiavélico Joaquim Barbosa, e, por último, o eficaz Moro.

Não precisamos de pessoas, mas, como ensina Popper, "de instituições democráticas fortes, que evitem a ascensão de tiranos", embora, segundo ele mesmo, "não haja método infalível a evitar que um tirano suba ao poder e destrua a democracia".

O PT e seus Dirceus, Lulas, Dilmas etc. da política brasileira estão aí para dar razão a Popper.

Qualquer desses ídolos de momento que subir ao poder, mostrará as suas garras antidemocráticas.

Quem será o próximo candidato a ídolo?



(POPPER, Karl. A sociedade aberta e seus inimigos. Belo Horizonte: Itatiaia, 1998, volumes 1 e 2)


Juscelino V. Mendes 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Pensamento de Montesquieu aos petistas e afins


Tenho profundo respeito pela escolha política das pessoas, porque sou um democrata, mas lembro aqui as palavras de Montesquieu aos meus colegas, amigos, parentes, irmãos de fé que seguem o PT, a despeito de tudo que os seus líderes etc. têm feito de mal para este país, cobrando caro o que, em algum momento, fizeram de bom:


"Se eu soubesse algo que fosse útil a mim, mas prejudicial à minha família, eu o rejeitaria de meu espírito. Se soubesse de algo útil à minha família, mas não à minha pátria, procuraria esquecê-lo. Se soubesse de algo útil à minha pátria, mas prejudicial à Europa, ou então útil à Europa, mas prejudicial ao Gênero humano, consideraria isto um crime...".
(Montesquieu; "Mes pensées", vol. 1, p. 981).

Que nos sirva de alguma coisa construtiva!



Juscelino V. Mendes 

terça-feira, 15 de março de 2016

Direito Achado Na Rua / Manifestações de Domingo


O novo ministro da justiça, Eugênio Aragão, petista que pertence à turma do direito extravagante, que significa um direito acima da Constituição Federal brasileira (o que vale é a voz das ruas), deveria ser coerente naquilo que crê. Essa voz das ruas, para essa corrente do direito social, é a chamada "Constituição Viva".


O problema é que isto, além de um absurdo desvio constitucional, só vale para tentar legitimar o PT no poder, porque se valesse para todos, mais que voz, os gritos das ruas no último domingo, estão ecoando até agora, mas Dilma, o PT, e o PMDB estão lá, como se fossem os donos do Brasil.

Esse ministro, e mais a provável indicação do "Lula lá", feito também ministro, servirão apenas para tentar barrar a "Lava-Jato" e, desesperadamente, se segurarem no poder, como inquilinos indesejáveis.

O denominado "Direito Achado Na Rua", baseado em Antônio Gramsci (1891-1937), e usado apenas no que interessa à extrema esquerda brasileira tupiniquim, deveria ser posta em prática esta semana em favor do Brasil, ou seja, ouvir as vozes agoniadas das ruas, pelo desemprego generalizado, a saúde em frangalhos (especialmente para os mais pobres, que mentirosamente insistem defender), a violência, a falta de educação (nos dois sentidos) e por aí vai...


Juscelino V. Mendes 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Flash back


Flash back
As time goes by
mãos e sorrisos serenos
gestos e inquietudes mais
calor tropical
na contraluz
um beijo trancado no desejo
da fotografia de um dia
transformado em aula poética.

A fotografia é a luminosidade de um instante,
que se pretende infinito.



Juscelino V. Mendes 


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Abjeta Carta Aberta aos Baianos - Por catarinenses de Brusque


Eu tinha vontade de conhecer Brusques - SC. Não tenho mais. Sou baiano. Sou nordestino. Só por isto, podem querer me matar! Meu singelo protesto é jamais conhecer as terras que acolheram imigrantes europeus para virem rejeitar nossos migrantes. Continuam com a ideia estúpida de que somos "gente que não é gente". Continuam pensando que são europeus superiores e que o mundo, seja aonde for o lugar, lhes pertence. Os demais seres? São índios, que não merecem respeito. A intolerância chega ao ponto do que podemos ler nessa abjeta carta aberta, publicada com apoio da polícia local catarinense:


"Em novembro de 2013, moradores de Brusque, no Vale do Itajaí, publicaram uma carta intitulada 'Aviso aos Baianos'. De acordo com o texto eles estavam indignados porque os migrantes falavam alto, assim como ouviam músicas altas em casa e não respeitavam as regras de trânsito – por esses motivos deveriam ser mortos.

“(…) Moro em Águas Claras há 26 anos, tenho filhos que moram em outros bairros, e também estão sofrendo. Não vamos nos mudar por causa desses desordeiros. Fizemos um levantamento nos bairros: Águas Claras, Azambuja e Santa Terezinha, Nova Brasília, 1° de Maio, Bateias e Steffen. Constatamos que é absurdo, inaceitável o que acontece nos bairros, além do barulho, até trafegam na contramão, com carros e motos em alta velocidade e alguns com a descarga aberta (sem o silencioso). Durante esses oito meses fizemos levantamentos, já temos as placas dos carros, que são 34, e motos são 22, temos também as fotos desses desordeiros.

Fiquei feliz em comentar com 2 policiais sobre essa carta (antes de ser publicada) para saber a opinião deles e os dois disseram assim: “Finalmente acordaram, é bom mesmo que alguém faça alguma coisa para acabar com esses alienígenas” porque 90% dos casos envolvem baianos. “Não diga a ninguém nosso nome” – eu disse tudo bem.

BAIANOS, vocês conseguiram deixar o povo revoltado, TOMEM CUIDADO e tratem de mudar de comportamento URGENTE. VAMOS ELIMINAR VOCÊS, ISSO MESMO, VAMOS MATAR OS RUINS e acabar com essas pragas.

Nosso grupo composto por 28 cidadãos, onde 11 estão ansiosos para começar a matança, nem queríamos publicar esse aviso, porém a maioria decidiu avisar antes.

Nossa Brusque será de novo uma cidade boa para viver. CUSTE O QUE CUSTAR.”

(Fonte: http://racismoambiental.net.br/?p=199481#.Vqfk7rcrnSk.twitter / https://twitter.com/ggrauna).

Nosso país, através de leis rigorosas, precisa se impor mais com essa gente preconceituosa, pueril e criminosa, como esses que publicaram essa abjeta e absurda carta contra os migrantes pobres e trabalhadores de nosso Brasil.



Juscelino V. Mendes 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Não escrevo poemas de amor


Não escrevo poemas de amor.
Nem sei se o amor se torna em poesia.
À sua maneira disforme e revelia
Assiste a ardente fenomenologia.

O mundo em sua crueza revela-se na dor.
Sutilmente domina e canta a sua melodia.
Sem máscara, não sorri para a alegria.
Será esta a diferença entre o amor e a filosofia?

É-me tão difícil compor o que é o amor!
Como descrever o sorriso de Ana Laura?
A doçura que o olhar de Daniel instaura?
Ou a alegria contagiante de Sophia Elena. Aura?

Não sei se compus um soneto de amor shakespeariano.
Talvez uma sintética e filosófica alegoria de fim de ano.






Juscelino V. Mendes