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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Falso pudor burguês

O Ministério da Educação e Cultura do Brasil - MEC, é talvez o único órgão no mundo, que considera professor titulado um problema. Aqui, o professor mestre, ou doutor, na sua maioria, tem vida curta nas faculdades, que tem o ensino como negócio. Isto mesmo, algumas que:
Negam o ócio!
Negam a cultura!
Negam a reflexão!

Contratam professores titulados, não por que sejam dignos de respeito, consideração, saibam mais, mas porque uma tal lei diz que devam ser contratados e esse tal MEC fiscaliza, ou finge que fiscaliza, para logo depois os demitirem.

O MEC foi fundado em 1930, na ditadura Vargas, com o pomposo nome de "Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública". Tiraram a saúde da educação e deixaram os 'negócios', talvez isso explique alguma coisa. Outra coisa que pode também explicar o descalabro: o atual ministro se chama "Mercadante". Temos, pois, sérios problemas com as palavras neste país em que ser mestre, doutor é certeza de problema!

E assim continuamos com a nossa ignorância cada vez mais volumosa, deletéria, formando mestres e doutores e desabrochando todo o nosso falso pudor burguês!




Juscelino V. Mendes




Um comentário:

João Francisco Mantovanelli disse...

É meu caro amigo, a educação segundo os ministros, secretários de ensino, segundo os reitores, coordenadores deve dar lucros às instituições e não aos educadores e não um retorno cultural de qualidade à sociedade como uma verdadeira casa do saber, uma influência completa de teorias, lições de cidadania ou seja um olhar crítico sábio em prol da coletividade, tornar um sujeito questionador, sair do senso comum, mas, é melhor ao governo povo cabresto, zé povinho que idolatra BBBs, livro de auto ajuda (para o autor se auto ajudar financeiramente), um professor que ensina o que acha que sabe, e um aluno que não tem interesse em estudar, porque não há iniciativa, boa vontade por parte do mestre, o que aprende é a curto prazo, ao invés de ter um saber que se aprimore cada vez mais, com novas pesquisas e metodologias científicas, um emprego da zetética com um novo paradigma da dogmática, mas isso é som com que é doutor, mestre ou especialista, porém custa caro e investir em educação não dá retornos a curto prazo, mas sempre a longuíssimo prazo. Adélia Prado nos diz: não quero faca e nem queijo, eu quero é fome" Mas fome e sede de saber de conhecer de aprender, de refletir é exaustivo... Mas, para quem tem um ideal de uma país mais justo e mais solidário esse é caminho, ou então como fala a canção: caminhando e cantando e seguindo...
Um Abraço Fraterno, meu mestre!